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BATMAN – CAVALEIRO DAS TREVAS

Posted in Cinema on Dezembro 15, 2007 by filizola

Sem dúvida nenhuma a franquia dos filmes do batman foi louvavelmente renovada com Batman Begins. O segundo filme será o Cavaleiro das Trevas, cujo antagonista será uma das maiores lendas dos quadrinhos, o coringa (leia a excepcional ” A piada mortal” de Alan Moore que você vai entender). Muito se questionou sobre quem iria interpretal um papel tão complexo e como se manter à altura da imagem já construida por Jack Nicholson no primeiro filme (o dirigido por Tim Burton). E o papel foi para Heath Ledger, esse mesmo, o ator de “O segredo de Brokeback Moutain”. Confesso que torci o nariz, pois preferia Paul Betany, um dos concorrentes (que trabalhou com Ledger no bacana “Coração de cavaleiro”). Mas acho que a imagem postada do ator já caracterizado afasta minhas suspeitas infundadas. Como Michel Caine (o Alfred) disse numa entrevista, “Jack era um tio velho maquiado e engraçado, enquanto que Ledger faz um verdadeiro palhaço sociopata”.

Batman tem sua estréia mundial marcada para18/07/2008.

Speed Raicer

Posted in Cinema, Desenho animado on Dezembro 12, 2007 by Rickson Rios

Em breve nos cinemas estreará o filme do Speed Racer, personagem conhecido de trintões e quarentões.

 

Veja o trailer.

HULK-IN-RIO

Posted in Cinema on Novembro 8, 2007 by filizola

Esta semana foi agitada na favela Tavares Bastos no Catete, bairro do Rio de Janeiro, com a presença de vários policiais, inclusive do BOPE, e 15 caminhôes repletos de equipamentos de última geração. Quem via parecia uma operação de guerra para caçar o Hulk. Mas não é que era verdade? Ou pelo menos em parte. Está sendo filmada na favela cenas do novo filme do verdão, mas já confirmado que não será uma continuação do anterior de Ang Lee, mas uma nova história, com outros atores. Quem fará Bruce Baner será o fabuloso Edward Norton (dos violentos e excenciais clube da luta e uma outra história americana), este magrelo da foto, que virá ao Brasil procurar uma cura para sua maldição e será caçado pelo Exército americano pelo meio da favela (que facilidade que esse pessoal tem para entrar nos países dos outros, não?). Assim, vamos aguardar e ver se o capitão Nascimento consegue segurar essa.

Posted in Cinema on Novembro 4, 2007 by bethcampos

“Closer - Perto demais”

Posted in Cinema on Novembro 4, 2007 by bethcampos

“El Pasado” de Hector Babenco

Sobre “O Passado”

Posted in Cinema on Novembro 4, 2007 by bethcampos

Assistir a um filme que não tenha um enredo que seja tão esperado pela maioria dos espectadores é ser vítima de “altas” críticas. Ontem vi “O Passado” de Hector Babenco, na sessão de 11h do Unibanco Artplex, free para professores. É o tipo de filme que tem pouca identificação com o público, pois os relacionamentos não são tão românticos e nem tão pouco convencionais. Uma mistura de sexo, traição, loucura e drogas, onde a platéia fica meio sem saber qual a mensagem do filme.

 

Após assistir eu me remeti a outro filme que trata basicamente do mesmo assunto, “Closer – Perto Demais” de Patrick Marber. Os dois são muito parecidos e tive o mesmo sentimento, são filmes que mostram a realidade dos relacionamentos de hoje em dia: muito intensos, pouco vínculo e irresponsável. Mostra como as pessoas se tornam descartáveis e que ao mesmo tempo, fogem do que sentem, tornando suas relações pouco sadias e menos felizes.

 

Acredito que os dois longas retratam a vida vazia das pessoas que não buscam fazer o outro feliz e só pensam em satisfazer as suas vontades, tornando-se cada vez mais egocêntricos.

STARDUST: DESVENDANDO O MISTÉRIO

Posted in Cinema on Outubro 20, 2007 by filizola

stardust_10.jpg“Durante quase 80 anos cuido para que as pessoas desta vila não passem para o outro lado deste muro. Caso você insista, terei que levar tal infração ao conselho.”

 

Neil Gaiman, criador dos quadrinhos de Sandman, é um mestre na arte de contar histórias recheadas de fantasia, suspense e ótimas idéias. O filme que se encontra em cartaz nos cinemas é baseado em sua obra homônima, a qual, sem dúvida, é superior no lirismo, nos detalhes e na maturidade da narrativa, mas que possui seu valor como uma adaptação respeitosa e caprichada.

 

Valores tão perseguidos pelas civilizações, como a juventude e beleza eterna, o poder e o amor, são tratados de forma simples e original. Tristan é um jovem rapaz que idolatra uma bela moça de seu vilarejo sem ser correspondido e para conquistar seu coração promete trazer para ela uma estrela cadente que caíra do outro lado do muro que os separa de uma floresta proibida. Então começa sua jornada onde deverá enfrentar feiticeiras, piratas e nobres sedentos de poder.

 

Enquanto as atuais adaptações de aventuras fantásticas retratam apenas a luta entre o bem e o mal, Gaiman nos trás uma aventura onde um jovem leva uma estrela para mulher amada. Não há cliches na obra do autor, salvo as necessárias para a criação de arquétipos (a bruxa obviamente é má) e a cada momento há uma reviravolta na história, repleta de suspense, humor e romance, ingredientes certos para uma diversão imperdível.

 

Ah, claro, e ainda tem a presença de Michele Pfeiffer e Robert De Niro.

Tropa de Elite: revolucionário, conservador ou o mais do mesmo?

Posted in Cinema on Outubro 17, 2007 by filizola

Bem, sabemos que muito já foi falado sobre o filme mais visto da história cinematográfica (ou piratológica) brasileira. O que propomos é um olhar pessoal e crítico sobre o filme para tentar descurtinar algumas impressões.

O filme conta uma história anterior a narrada no livro ” a elite da tropa” (o qual é bem mais violento, diga-se de passagem)nos apresentando os personagens e o dia a dia de alguns policiais do Rio de Janeiro definindo de forma clara que a polícia militar está imersa na corrupção e o BOPE, uma divisão especializada em operações especiais, seria o único batalhão motivado pela honra e pela glória da farda. O BOPE não foi criado para prender “bandido”, mas para resolver problemas, eles não fazem reféns, são treinados para guerras urbanas, ou seja, numa visão bélica, num combate, a principal finalidade é matar o inimigo.

Assim, tanto o filme como o BOPE caiu no gosto da população, a qual, mergulhada numa incessante sensação de insegurança, clama por medidas fortes e precisas, tais quais são mostradas na película, numa espécie de catarse coletiva de uma sociedade que busca por vingança pelas violências sofridas diariamente.

Por outro lado, uma crítica pseudo-intelectualizada acusa o filme de incentivar a violência, de ser conservador e anuir com a tortura, o que é um absurdo. Face a liberdade de expressão a história retrata apenas uma realidade que se passa nos morros cariocas, conflitos e desgraças que ocorrem com homens que se degladiam entre si, porém sob a ótica da força instituida.

Logicamente que, tecnicamente e juridicamente falando, mesmo que louvados pela população, os policiais do BOPE representam em suas atividades o Estado, o qual está limitado por uma série de parâmetros constitucionais como a dignidade da pessoa humana e os conceitos inerentes ao próprio Estado Democrático de Direito. É o preço que se paga por viver numa democracia, ou seja, o Estado não pode violar determinadas garantias individuais, que inclusive são mostradas (torturas, invasão de domicílio, etc), ainda que autorizado pela maioria. Caso esta decisão fosse tomada, a única medida a ser tomada seria rasgar a Constituição, entregar um tacape para cada um e então aceitar a lei do mais forte. Não estou dizendo que os criminosos podem fazer de tudo, mas que o Estado não pode extrapolar seus limites democráticos sob pena de se deslegitimar.

Por outro lado, é óbvio que o filme retrata um olhar, que é a dos policiais e, sendo assim, é parcial, passional, eles estão no conflito, na guerra sendo tratados como soldados, criados para matar e assim devem agir para não morrer. Eles lutam contra um inimigo que só vê o Estado subir no morro ou para extorquir ou com uma caveira para matar. Como será a relação entre estes dois personagens?

A veja desta semana, parcial e babaca como sempre, diz que o filme finalmente mostra a realidade, trata o bandido como bandido e que o consumidor é o maior responsável pela existência do tráfico. Pobre engando! O filme mostra uma visão da realidade. Tratar o bandido como bandido é torturá-lo e matá-lo? Mas quem é esse bandido? Como se define bandido? É aquele que viola a lei? A pirataria não é crime? Todos que piratiaram este filme são bandidos e merecem o mesmo destino de alguns de seus personagens? O tráfico existe numa relação mercantil, de consumo. Assim, o usuário é tão responsável pelo tráfico quanto o consumidor de produtos manufaturados é responsável pela exploração da mão-de-obra barata na China.

Trata-se de um questão bastante complexa que merece uma discussão mais ampla, mas que em nenhum momento compromete o valor do filme, tanto como “denúncia” como uma boa história policial.